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«Insanavelmente pornográfico e atentatório da moral pública.»
Era com um lápis azul que a censura do Estado Novo cortava o que não queria ver impresso. Estas palavras são a classificação dada a Novas Cartas Portuguesas. Em 1972, três dias depois do lançamento, o livro saiu do mercado e as autoras acabaram em tribunal. Foram absolvidas em maio de 1974, já depois do 25 de Abril. Aqui, o lápis azul muda de mãos.
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